quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Fecho de Blog

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Tiago Ribeiro

segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Adeus....Ate Ja..






Agora e mesmo o momento.A ultima contagem decrescente.Sao 6 e 20 da manha.Dentro de umas 15 horas estou a voar para Maputo, deixando Quelimane continuar a sua vida, na sua tranquilidade e paz normal.Pensar que e o ultimo dia em que acordo com os meninos a cantarolar, a brincar e a gritar, aperta-me o coraçao.Deixa me nostalgica.Porque afinal, os 2 meses voaram.
A minha ultima semana aqui foi o culminar da felicidade aqui vivida.O trabalho esta agora terminado.As informaçoes estao trabalhadas.O meu dever esta cumprimido.Tenho a certeza que dara frutos.Que foi extremamente importante,e valeu a pena.Da mesma forma que tive o privilegio de assistir a muitos dos frutos plantados pela nossa primeira voluntaria, Barbara, tenho a certeza que eu ou se não eu, quem vier aqui trabalhar a seguir assistira tambem ao desenrolar do que aqui foi plantado nesta missao de 2007, aqui em Quelimane.
Ontem quando cheguei a casa, apos um passeio com a Irma Lidia, onde fui capatar as ultimas imagens do por do sol mais bonito do planeta, onde a luz e mais do que luz, e o sol brilha mais do que em qualquer outro lado, ouvi os ”meus meninos“ a ensaiar as musicas que me vao cantar hoje bem como as danças de despedida.Estao a preparar-me uma surspresa!Nao contive a tristeza que em inundou ontem.E um aperto gigante no coraçao e na alma por ter de partir agora.Levo todos eles no meu coraçao, todos os meninos da Casa Esperança, todas as familias e as mamãs que tao bem me receberam, todos os amigos que pela cidade fiz,as Irmãs que tao bem me trataram e acarinharam-Irmã Lidia, Irmã Isabel, Irmã Pilar e Irmã Florencia.O Evaristo que foi um colaborador incansavel, um apoio fundamental no terreno.
Enfim, penso que, embora ainda sendo muito nova tenho a certeza que vivi a experiencia da minha vida.Tenho a certeza que aprendi aquilo que não se aprende em mais nenhum lado.Porque Africa e Africa.Nao se explica, não se compreende, não se entende.Vive-se.Vive-se tao intensamente como em mais nenhum lado.Como dizia uma grande amiga minha que aqui fiz.“Nao custa viver, custa saber viver”!E aqui encontrei pessoas, que com as maiores dificuldades, as maiores contrariedades, as maiores externalidades negativas sabem realmente viver.Um dia de cada vez.Aproveitam aquilo que a vida da, ate ao ultimo momento do sol.
Não tenho palavras para descrever tudo o que levo daqui, na alma e no coraçao.Mas o rosto de cada um vai comigo na mala.O riso de cada um esta comigo tambem.O amor que aqui me deram, esse aumentou-me o coraçao de uma forma gigante.Porque e um amor e carinho incondicional.
VALEU A PENA!Todo o trabalho e esforço, todas as explicaçoes, todas as caminhadas e visitas,todas as aulas de leitura, todas as idas a escola, todas as conversas pela noite fora,TUDO.
Sei que um dia terei de voltar.Numa proxima vez, um dia quem sabe.”Porque cada um e eternamente reponsavel por aquele que cativa“.Sinto-me agora responsavel por cada um deles, e sei que eles tambem o sentem por mim.

Não posso deixar de agradecer a todos os membros da ATACA, pelo trabalho maravilhoso, verdadeiramente util e especial que fazem com toda a dedicaçao do mundo.Especialmente ao Fernando Durana Pinto, que sei que partilhou ao longe todos estes momentos.
Aos meus companheiros de missao que já se encontram em casa, todos os momentos partilhados e a ajuda indispensavel,tambem com eles aprendi muito!A Irmã Lidia e a todas as Irmãs, que me fizeram sentir ainda mais em casa.Deram-me uma protecçao tremenda, um carinho incansavel, e especialmente com a Irma Lidia, aprendi mesmo muito.
Aos companheiros de Maputo, com quem não me cruzei nesta missao mas que sei, com certeza partilham da mesma nostalgia da partida que eu tambem sinto agora, ao fazer a mala.

Aos “meus meninos” com quem vivi 24 horas ao longo destes 2 meses, que me ensinaram a sorrir como eles, que me mostraram a coragem da vida e o sabor que a vida pode ter.Pensarei neles todos os dias.

A minha familia que tanto me ajudou para conseguir vir.Para quem sei que não foi facil a todos os niveis, mas que no fim me apoiaram incondicionalmente, e com quem partilhei todos os momentos desta minha missao.A todas as pessoas especiais com quem partilho a minha vida.Porque sei que tenho a sorte de ter comigo pessoas especiais que me rodeiam.

Muito Obrigada a ATACA,pelo apoio, pela missao, pelo trabalho.
Como dizia alguem, ”Africa, primeiro estranha-se, mas depois entranha-se“.
Estou realmente entranhada de tudo o que ha de mais belo e mais puro no mundo.
Não sera nunca um Adeus, mas sim Ate Já.

sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Ate a proxima...

E com algum melancolismo que escrevo este meu ultimo texto apartir daqui de Quelimane. Se, por um lado, me sinto triste por não poder continuar ao lado destas crianças fantasticas, por outro lado, estou muito feliz por poder regressar ao meu lar com o sentimente pleno de missao cumpridada. Estou extremamente satisfeito por ter alcansado todos os meus objectivos, tanto a nivel pessoal como a nivel de associaçao, e por ter contribuido, por muito pouco que seja, para a felicidade destes miudos. Em comparaçao com as minhas duas missoes anteriores esta foi bastante diferente, estar a residir aqui na Casa Esperança deu me a opurtunidade de estar mais proximo dos miudos e de poder viver mais intensamente os seus problemas e as suas alegrias. Acordar com as suas cançoes, deitar me com o barulho do radio das camaratas e ouvir constantemente alguem bater a porta para pedir ajuda são recordaçoes que levo bem guardadas na minha bagagem e que tornam este minha missao especial. As longas caminhadas em que acompanhei a Raquel, a Rita e o Evaristo na visita aos externos deram me a conhecer uma nova realidade que ainda não tinha tido contacto de modo a poder ter uma opiniao valida e sustentada na hora de discutir e projectar o futuro deste dossier externos. As horas dispendidas enfrente aos quadros de giz aqui da casa tambem me deixam estremamente orgulhoso, gostei de ver a vontade de aprender de alguns e as suas evoluçoes no pouco tempo que ca estive, e sentir que graças aqueles momentos as suas notas poderao ser um pouco melhores no final deste ultimo e decisivo trimestre. Gostaria tambem de deixar aqui uma nota sobre as minhas companheiras de missao, tanto a Raquel como a Rita desempenharam um trabalho fantastico ao longo do tempo que eu aqui estive e merecem, sem duvida, voltar a casa com tudo que de bom esta terra e esta gente tem para dar. Obrigado a elas pela boa desposiçao, pela ajuda e pelos maravihosos petiscos com que me brindaram. As idas diarias ao mercado deram nos a opurtunidade de comer o que este pais tem de melhor, desde os enormes peixes pedra, passando pelas ameijuas e lagostins e sem esquecer o delicioso camarao… enfim… tive a sorte de ter comigo duas artistas na cozinha! Com o volume de trabalho os momentos de lazer e recreio foram poucos, poucos mas bons… a vontade de estar com os miudos e de lhes dar atençao foi maior do que a vontade de passear, mesmo assim, não dispensamos a fantastica ida a praia de Zalala e a relaxante viagem a lagoa azul em Nicoadala. Uma palavra tambem para nos enquanto ataca, que não temos os jipes e o show off de outras organizaçoes aqui no terreno mas que passo a passo estamos a criar o nosso espaço aqui na cidade, tanto atraves do trabalho que desenvolvemos como com a maneira descontraida e simpatica com que lidamos com as pessoas. E um trabalho que merece ter continuidade, pelas crianças aqui da casa, pelas varias familias que tem no nosso auxilio um importante pilar de estabilidade para o seu dia a dia e por todos aqueles que no futuro, e com o nosso natural crecimento, irao benificiar da nossa ajuda. Deixo tambem aqui uma palavra de grande apreço e carinho aos meus pais pelo apoio e amor que me dao, por muitos que sejam os quilometros que nos separem, e um grande obrigado ao pessoal da ataca visto que o trabalho efectuado por uns aqui no terreno mais não e do que o reflexo de um trabalho conjunto efectuado por todos na nossa sede. Assim, despeço-me duma terra pela qual estou cada vez mais apaixonado, com um ate a proxima...
Cumprimentos, Tiago Durana Pinto

Ainda por Quelimane



Ainda por Quelimane…a vida aqui continua.Mas e com muito orgulho que vejo agora o meu trabalho e dos meus companheiros feito.Ontem foi o ultimo dia de trabalho de campo.Temos agora já todo o material pronto para ser enviado para Portugal.Todas as fotografias, todas as notas,tudo esta agora pronto para ser posteriormente entregue a cada padrinho.
Não foi facil, os quilometros por vezes foram demasiados, e o calor e humidade que aqui se faz sentir neste momento dificultam em muito a nossa tarefa.Foi muitas vezes necessario voltar mais uma, mais duas, mais tres vezes ate conseguirmos cumprir o objectivo.Esta cumprido, e ontem, quando no regresso a casa voltava cansada de mais uma caminhada decidi beber uma agua de lenho com o Evaristo e brindar ao trabalho cumprido.E realmente um cansaço muito bom.Tudo valeu a pena.

Mais uma vez vejo companheiros de trabalho a partirem.Decidi continuar por ca e regressar a Maputo apenas no dia 24.E nessecario agora compilar toda a informaçao que fui recolhendo com as familias, tentando passar para o papel as necessidades e dificuldades que observei nas suas vidas quotidianas.E ainda todos os frutos que consegui verificar já nos seus seios familiares.Frutos do excelente trabalho desempenhado pela ATACA, aqui no terreno, e principalmente pela nossa primeira voluntaria-Barbara.Nao existe uma mamã, uma avÔ ou avo, uma criança que não se recorede dela com o maior carinho e saudade.Para ela vao muitos abraçoes e beijinhos aqui de Quelimane.

Optei ainda ficar por aqui, a pedido da Irma Lidia, para ultimarmos algumas notas e informaçoes, para que ela, a nossa colaboradora de Quelimane esteja a par da situaçao de todos os extrenos.Com a ajuda dela já muitas dificuldade em lidar com algumas das familias foram ultrapassadas da melhor maneira.

Por ultimo decici ficar pelos miudos.Por eles que todos os dias nos batem a porta com mais e mais pedidos de explicaçoes.Uma vez que este ultimo trimestre esta a ser o mais curto de sempre, faltando agora apenas mais um mês para finalizar, o trabalho esta a ser um pouco acumulado para eles, e esta ajuda revela- se muito importante.

Assim, encontrar me ei com os meus companheiros de Maputo, la, no dia 24, para 26 regressar a Portugal.Nao penso nesse regresso para já.Penso em nestes ultimos dias dar ainda tudo o resto que tenho para dar, continuar a trabalhar e absorver ainda mais tudo o que esta terra tem para me dar a mim tambem.

Aos meus companheiros que agora partem deixo aqui uma nota de agradecimento, que deixarei tambem pessoalmente, mas devo dizer que o Tiago e a Raquel foram excelentes companheiros de tabalho, excelentes amigos e companheiros de casa.Foi muito bom te-los comigo nesta missao de Verao.

A companheira Salete mando um grande beijinho e muita saudades.Aprendi muito com ela e foi muitissimo bom trabalhar com alguem como ela.Agradeço lhe tambem o apoio que me transmitiu quando já estava Portugal.
A todos os elementos da ATACA que estao por Portugal tambem fica aqui um cumprimento significativo, porque sem a maquina a funcionar por tras, este nosso trabalho aqui seriao em vao.
Por ultimo queria tambem deixar um sentido abraço e agradecimento ao presidente da ATACA, Fernando Durana Pinto, que desde o inico transmitiu um apoio fantastico e que sei que mesmo longe pensa muito nos que ca estao e esta sempre em contacto, trasmitindo uma confiança muito importante.Principalmente pela sua preocupaçao em ir conversando com os meus pais que ai estao com as saudades normais, transmitindo lhes a eles tambem uma seriedade e confiança muito boa, porque são pais e estas coisas são importantes.Muito obrigado Durana.

Apesar de parecer um texto de despedida ainda não o e.Voltarei a escrever, sobre o meu trabalho por aqui na ultima semana que vem.Mas apesar de tudo muitos objectivos foram alcançados agora, e so o foram porque o funcionamento e por equipa.E a todas as pessoas que contribuiram para tal tinha de deixar um grande Obrigada!
Rita

A despedida...

O trabalho parace multiplicar-se a cada dia que passa e continuamos a esforçar-nos para que os objectivos diarios que estabelecemos todos os dias sejam alcançados, o que felizmente tem acontecido.
So me restam 2 dias em Quelimane e este já e' infelizmente, o ultimo texto que escrevo no blog. Já começo a sentir a melancolia da despedida e das saudades… Um mês aqui passou num abrir e fechar de olhos, com muitas emoçoes e a tentativa de conseguir absorver tudo o que me rodeia. Tento aproveitar ao maximo estes ultimos dias com os miudos, com a Rita e com o Tiago.
Estou feliz e satisfeita com o trabalho que desempenhei por ca juntamente com os meus fantasticos e incansaveis companheiros! Vou sentir a falta dos momentos optimos que passamos juntos, assim como dos animados e maravilhosos jantares… A eles um muito obrigada por tudo.
Conhecer este “outro mundo” fez-me pensar em muita coisa e ver que por um lado, tenho sorte em fazer parte de um mundo que comparado com este e' mais digno, mais justo, mais humano e mais disciplinado, mas que por outro lado e' mais oco no que diz respeito a sentimentos e valores, sem duvida que vivemos rodeados de ideais futeis.
O ambiente, por ca, elimina do pensamento as cidades de betao e cimento que são substituidaspelo engenho do homem com a natureza.
A nivel pessoal, a grande liçao que levo daqui e' a capacidade de conseguir filtrar e distinguir na sociedade onde vivo, o que realmente e' importante na vida, em todos os sentidos. As vivencias aqui, fazem-me crescer e querer ser melhor e mais humana ao longo da minha vida… a simplicidade, harmonia e felicidade do que me rodeia faz-me não querer deixar esta terra, aqui sinto que o mais pequeno e insignificante gesto de amizade e carinho significam muito mais do que posso imaginar para quem o recebe.
Agora, na hora a da despdida, percebo quando me diziam que quem ca vem quer sempre voltar… Assim, no meu coraçao, vai um bichinho enorme que todos os dias me vai fazer sentir as saudades e a vontade de regressar...

Beijinhos, Raquel Pinho.

quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Fins-de-semana

Durante a semana temos conseguido fazer todo o trabalho que nos propusemos fazer antes de vir e ainda conciliar com algumas tarefas que por cá nos comprometemos a fazer, com um gozo só possível a quem trabalha por gosto e ainda com espaço para umas pequenas brincadeiras com as crianças que nos rodeiam nos intervalos das aulas. Ao fim-de-semana aproveitamos para conhecer um pouco mais do Moçambique fantástico que nos rodeia, visitando alguns sítios que nos têm deliciado. Vou então deixar-vos com água na boca com algumas descrições e fotografias da ilha de Inhaca, que visitamos no fim-de-semana passado e da Ponta d’Ouro que visitamos nestes 3 dias aproveitando o feriado de sexta-feira.
Tiago, não tens um amigo que está cá a viver? Podias perguntar-lhe se este fim-de-semana queria ir até à praia connosco…
O Tiago falou com o Pico e combinamos ir passar o fim-de-semana à ilha de Inhaca. Às 6.15 estávamos no porto, erro de cálculo, o barco só ia partir às 7.30. Mas então lá fomos os 4, o Fernando, já nosso companheiro de aventuras, o Pico e mais 4 amigos que nos apresentou, o Manel, o Jorge, a Marta e a Djale. Começamos mal o dia, muito ensonados entramos no barco e cedo nos apercebemos que aquela viagem de 3 horas ia parecer bastante mais longa, o barco abanou vigorosamente grande parte da viagem e nenhum de nós se safou de enjoar, enfim, uma parte do fim-de-semana para esquecer.
Eram quase 11 quando desembarcamos na pequena ilha de Inhaca, quando a serenidade do mar contrastava com as nossas memórias das últimas horas.
Depois de nos instalarmos, processo em que travamos conhecimento com duas voluntárias espanholas que ficaram instaladas connosco, negociamos com um pescador para que nos levasse à ilha dos portugueses, que ficava muito perto dali e tinha uma praia e paisagens fabulosas, diziam-nos.
Confirmadíssimo! A ilha dos portugueses valia mesmo a pena! A praia era fabulosa, a água morna e transparente e estava completamente deserta! E ainda à distância de alguns metros esperava-nos uma paisagem fabulosa. Esta ilha valia mesmo a pena, a viagem já estava praticamente esquecida e já estávamos restabelecidos após uma soneca ao sol.
De regresso a Inhaca relaxamos até à hora de jantar (uma comidinha óptima preparada pela Marta) e entre conversas comemos muito bem. Para os mais resistentes (ou os que conseguiram dormir na praia) ainda houve forças para dar um pequeno passeio na vila com direito a paragem numa casinha em jeito de discoteca, em que toda a gente dançava, dentro, fora, crianças, adultos, enfim, um ambiente muito engraçado.
O problema dos fins-de-semana é que só têm 2 dias, então este já seria o último. Desta vez ficamos na ilha de Inhaca, onde o areal era de quilómetros e para chegar ao mar tínhamos que percorrer uma distancia enorme, onde víamos caranguejos, amêijoas, estrelas do mar, búzios, um passeio engraçado e necessário, porque estava muito calor… Demasiado cedo tivemos que voltar para Maputo, sempre com a sensação de que valeu realmente a pena…curiosamente a viagem de regresso foi calmíssima e não nos provocou os melhores estragos, para que na segunda-feira pudéssemos voltar ao trabalho com as energias no máximo!

Depois de mais uma semana de trabalho voltamos a ter um fim-de-semana óptimo!
Desta vez fomos até à Ponta D’Ouro. Tínhamos combinado com a Marta e a Djale que estaríamos no batelão às 6.30 e lá nos encontrávamos com elas e um amigo que iria dar boleia a alguns de nós, tendo os outros que apanhar o “chapa”. Entretanto elas decidiram que não iam, porque o tempo estava ameaçador, mas o amigo lá estaria e podia dar boleia a quase todos. Conhecemos então o Marco, nosso companheiro de fim-de-semana, que mesmo sozinho ia para a Ponta para fazer mergulho. Tivemos mais sorte do que esperávamos! O Marco tem uma pickup e podemos ir lá todos, porque eu fui na caixa aberta, lá atrás!
Todos nos diziam que a estrada para a ponta era mesmo má e que tínhamos que ser malucos para ir de “chapa”, não era exagero! A estrada era terra, inicialmente e depois areia durante largos quilómetros. Sem dúvida inultrapassável sem um 4x4! A viagem correu bem (salvo uns problemas no filtro do carro) e 3 horas e uns saltos depois já estava na Ponta.
Primeira impressão, só Jipes! Segunda impressão, só Sul-africanos! Terceira impressão, depois de conhecermos o dolphin (nosso lar de fim-de-semana) e de olharmos para a praia, lindo… Que sitio bonito… O ideal para os nossos planos de fim-de-semana relaxado!
Depois de nos recompormos da viagem, fomos até à praia, que tinha ondas e uma água óptima! Para mim estava ideal! Ehehe começamos então o nosso relaxamento na praia e continuamo-lo numa zona excelente do dolphin, onde estavam uns pufs e sofás a 5 metros da praia…perfeito!
Hora de jantar, as melhores pizas de Moçambique e arredores! Depois tempo de descanso, que o dia tinha sido longo. Tempo de descanso é uma coisa um bocado relativa aqui, descobrimos… há uns animaizinhos pequenos, com asas, acho que se chamam mosquitos. Quando os mosquiteiros estão furados eles fazem questão de nos fazer companhia a noite toda! Um pesadelo de noite, mesmo…
Finalmente era de manhã! Já podíamos ir para a praia, onde estávamos a salvo destes monstrinhos! Assim foi, relaxar na praia, ao sol, a recuperar a noite difícil… o dia passou tranquilo até que o Marco nos disse que nos ia levar a ver uma paisagem bonita ali ao lado… Ficamos calados durante algum tempo, a paisagem era estonteante e o melhor ainda estava para vir. Estávamos 50 metros acima da água numa escarpa junto à praia deserta. Fabuloso mesmo! Então começamos a ver água a saltar, lá ao fundo. O que era? Baleias, sim, várias! Saltavam e exibiam-se para nós… Perdi um bocado a noção do tempo, confesso, mas acho que seguramente uma hora estivemos a deliciar-nos com aquele espectáculo! A calma transmitida por aquele lugar era contagiante, acabei por adormecer perdido nos meus pensamentos.
Mais um jantar e um bocado bem passado na zona dos puff’s, que foi praticamente monopolizada por nós e um sono, desta vez tranquilo, porque já nos tínhamos prevenido com mosquiteiros novos!
Domingo bem cedinho já estávamos a pé para aproveitar aquela praia óptima! Relaxadamente passou a manhã e estávamos refeitos para nova semana de trabalho… Era tempo de regressar e de nova viagem por areia e terra, com uns quilometrosinhos de alcatrão pelo meio para distrair…mais uma vez lá me ocupei do meu lugar na caixa aberta e alem da paisagem linda à minha volta, vi macacos a atravessar a rua e um por do sol fabuloso no horizonte! Aquela viagem valia a pena fazer cá fora e de pé!
Já estão com inveja suficiente ou temos que começar a procurar novo destino para o próximo fim-de-semana?

Filipe

Quarta-feira 12-09-2007

segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Recta final...

Ao fim da segunda semana de aulas dos miudos e a entrada para a minha ultima semana de trabalho aqui em Quelimane posso dizer que a intensidade dos dias que aqui tenho vivido tem tanto de cansativo como de fantastico. Conseguir absorver todas as emoçoes e momentos pelos quais vou passando não e tarefa facil. Os momentos inesperados, sejam eles de felicidade, de apreençao ou de trabalho, tem se sucedido a um ritmo alucinante tornando os dias mais longos e imprevisiveis o que me da um gozo especial. Agrada me não conhecer o dia de amanha e fico ansioso pelo que pode acontecer de novo. Nesta ultima semana os trabalhos dos miudos multiplicaram se, foi complicado dar atençao a todos e resolver todos os problemas que iam surgindo mas com bastante dedicaçao e trabalho de equipa com a Raquel e com a Rita os objectivos foram alcansados. Foi otimo poder ver os rostos de felicidade deles no momento que iamos acabando os trabalhos! De momentos menos bons o mais marcante foi o susto que o pequeno Inocencio nos pergou sabado a noite, ele desmaiou, teve tremores, nao falava e mal reagia... os miudos chamaram-nos em panico e la tivemos que ir com o pequenito para a o hospital. Depois de alguns momentos mais delicados e de muito tempo de espera, na sala de observacoes do hospital, ao lado do Ino (maneira como e carinhosamente chamado na casa) eu e a Raquel la podemos regressar a casa, a Rita e a Irma Lidia regressaram mais cedo porque so dois podiam ficar com ele. Felizmente nao passou de um susto, um susto que me atirou para a cama tarde e a precisar de muito descanso...
Com todas as solicitacoes nem o fim de semana alargado (sexta feira aqui foi feriado nacional) deu para descansar! Hoje segunda feira, acordei a precisar de um fim de semana... mas com o trabalho que ainda falta fazer prometo so parar quando chegar a Portugal!
Cumprimentos a todos,
Tiago Durana Pinto